"Gastronomia é uma forma de viagem por caminhos passados, encontram-se aromas, texturas e até perfumes, recordam-se pessoas, paisagens e por vezes conversas... mas para mim, a verdadeira cozinha é aquela por onde viajo e caminho até casa, até a minha infância..."

por Luís Calixto

quinta-feira, 30 de Setembro de 2010

Bolos de Casamento, de Noivo ou Ferraduras



         Estes bolos, típicos do Ribatejo, ainda hoje se fazem na minha querida aldeia de igual forma como à um século atrás. Tem esta designação, pois era este o mimo dado aos convidados pelos noivos, fazendo-se acompanhar de uma taça ou pires de arroz doce. A sua forma em ferradura simbolisa a sorte depositada nos votos feitos por ambos, para que aquele dia fosse o início de uma vida cheia de sorte e  felicidade.

         Em Vale do Paraíso, é a Sra. Maria do Céu que possui a maravilhosa receita, aquela que lhe foi passada de geração em geração.  Receita esta que penso ser a Mãe destes bolos que conhece-mos hoje como ferraduras. Cozidos sempre em forno de lenha, mais precisamente no forno da aldeia, têm uma textura única, crocante por fora e consistente por dentro, ficando um aroma a canela e limão que não dá para parar de comer, só mesmo quando se chega ao fim.

          Lanço-vos o desafio, provém e depois digam-me o que acham, se tinha ou não razão.

3 comentários:

  1. que saudades!... há 19 anos que vivo nos Açores, mas passei a melhor parte da minha infância em Vale do Paraiso.Hoje lembrei-me dos bolos de casamento e passei parte do dia com a memória do seu cheiro... como um bolo seco pode trazer tão boas recordações... são mesmo especiais!... também nunca comi iguais aos de V. P.... Que saudades, obrigado Luis! Hoje fez o meu dia mais doce

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  2. Desde já agradeço a sua visita. É verdade, também tenho muitas boas recordações destes bolos. Lembro-me de quando menino as senhoras entregarem por toda a aldeia, e que bem que sabiam depois de uma tarde de brincadeira pelas ruas... Velhos tempos, dos melhores sem dúvida!!!

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  3. Olá, são muito bons e agora felizmente conseguem comprar-se com reletiva facilidade na nossa aldeia

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